quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sessão esclarecimento do Proder

    Ontem fui à Feira de Agricultura de Santarém, que aliás não tinha quase nada sobre agricultura biológica (não digo nada porque não tive muito tempo para pormenores). Maquinas, químicos e tasquinhas, estava boa para que gosta. Mas a razão de ter ido à feira foi a sessão de esclarecimento do Proder "Instalação de jovens agricultores". O programa abriu candidaturas em 1 de Junho, e estou seriamente a ponderar candidatar-me com a minha quintinha em MPB. Tirei algumas dúvidas com a apresentação, esperava que as dúvidas que a plateia apresentasse fossem mais interessantes. Maioria respondia-se com uma boa leitura da portaria e com o principio claro de que o que está escrito é para cumprir e não para cumprir "mais ou menos". É mesmo à português.
    Fui porque também queria tomar o pulso ao sector, aqui ficam as minhas primeiras impressões:
      - Existe um forte sector dependente dos projectos, vendem o seu "know-how" de concepção do projecto e depois deixam a total gestão ao agricultor (ele que se lixe...). Pensamento: o Proder vai acabar em 2013, sem previsão de haver mais apoios, quanta gente vai ficar no desemprego...
      - Existia um numero considerável de grupos familiares (pai agricultor, filho/a candidato ao programa). Quantos destes jovens é que vão gerir efectivamente a exploração?
      - Felizmente existia um grande número de jovens como eu, com alguma formação (ou não), com motivação, com sócios ou não. Olhos cheios de duvidas, carteiras vazias, convencidos de que conseguem fazer o plano de investimentos sem recorrer a terceiros... (pelo menos era o que se via no inicio da sessão).
    Foi útil mas esperava mais, cada vez mais fico convencida que um bom plano de investimento vai depender da boa vontade e disposição dos técnicos que o Ministério disponibiliza para dúvidas. Enfimmm...

    A responsável pelo Proder dizia no inicio "...temos que tirar o estigma que existe sobre a profissão do agricultor. Trabalhar na agricultura é, hoje em dia, incomensurávelmente melhor do que era no passado."

5 comentários:

Kastanon disse...

Também estive lá. Gostei particularmente daquela Sra. que tinha uma quinta no Douro e que a queria "passar" para a filha para que tivesse direito ao subsídio de jovens agricultores (filha essa que provavelmente nem sabe o que é uma videira...).

Kastanon disse...

E aquele sr. da AJAP (associação jovens agricultores), que levou muitas palmas, devia era olhar para dentro da própria instituição. Tinha ido à AJAP na semana passada fazer o parcelário e tudo correu mal. Primeiro, a Sra. dos telefones que gritava com toda a gente, depois a Eng. que era para lá estar e que não estava, depois não quiseram aceitar o cartão de contribuinte porque a Sra. que me ia faze ro parcelário não estava lá e a substituta não estava para fazê-lo (ainda por cima era quase hora de almoço) e depois a Eng. que apareceu às 15:50 e que fez-me o parcelário, com uma parcela de 5,5 ha... quando o terreno tem apenas 4,5 ha... Enfim, coisas à portuguesa.

Rosarinho disse...

O que interessa é manter o espirito positivo.
Força aí com a candidatura e com os projectos de AB.

:)

Ana Mourão disse...

Benvinda de volta Rosarinho,
Obrigada pela força.

Kastanon,
Acho que o sr. da AJAP queria só protagonismo, porque perguntas uteis não ouvi. Encontrou alguma programa florestal que se adeque ao seu projecto?

Kastanon disse...

Estou a ver o apoio para jovens agricultores (produção de castanha e cereja) bem como o apoio à instalação de sistemas florestais. Mas tem sido um problema que nem imagina. Já falei com o Proder e com todas as direcções regionais e só a de Bragança é que parece que percebe alguma coisa daquilo.
Ainda hoje estive mais de 45 minutos na linha telefónica do PRODER e o que mais ouvi foi "dê-me um momento para eu confirmar essa informação". Enfim, sabia eu mais do que quem me atendeu e só comecei a a ver isto no início deste ano. Mas o pior, o pior de tudo é que ainda por cima lhes pago um ordenado!!!